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Ação Para matar nossa fome/Maio

O início de uma ação coletiva em prol dos que têm fome (de comida e de cultura)


Maio foi o segundo mês de uma ação coletiva em prol dos que têm fome (de comida e de cultura).


O que pode um grupo de pesquisa fazer no contexto da pandemia de Covid-19?


O grupo de pesquisa “Arte e Formação de Educadores”, da UNESP-IA, liderado pela Profa. Dra. Luiza Helena da Silva Christov, pesquisa a relação entre Arte e Educação, dedicando-se ao estudo de processos artísticos e experiências educacionais.


Desde o início da pandemia, esta pergunta nos persegue e movimenta: qual será a nossa contribuição enquanto pesquisadores diante dos novos desafios? Durante o ano de 2020, vivemos experiências em grupos, participamos de encontros e conversas, estudamos coletivamente em diferentes fóruns caminhos para reinventar a vida – a vida das escolas, a vida da arte e a vida da cultura. Essa é a nossa forma de existir e resistir, de fazer riscos no mundo: vivendo e fazendo Arte, Cultura e Educação.


Nossa pesquisa é chão, é pesquisa ação, pesquisa para que as pessoas possam viver vida boa e digna. Acreditamos que a pesquisa só tem sentido para que todos e todas tenham direito ao conhecimento científico, ao patrimônio artístico e cultural e ao pão!


Vimos agravar a fome dos artistas, das famílias e de nossas crianças e estudantes. Unimos esta fome que vem do corpo à nossa fome de afetos, de estarmos juntos, de pesquisar e de lutar pela arte, pela ciência, pela cultura e pela educação. Afinal, “a gente não quer só comida. A gente quer comida, educação e arte...”.



O Grupo de Pesquisa Arte e Formação de Educadores e o Lapietra Educação se uniram para organizar uma agenda de encontros, que se iniciaram no mês de abril e tiveram a sua continuidade no mês de maio.


Cabe aqui dizer que esta é uma ação 100% coletiva. Assumimos a organização, mas são muitos os educadores, artistas, arte/educadores e pessoas especiais que aderiram ao projeto, colaborando com seus saberes, com seus sabores, com sua arte. Agradecemos imensamente a generosidade de todos que participaram dos encontros.


Publicaremos mensalmente a nossa agenda de encontros nas nossas redes sociais (siga @lapietraeducacao) e para onde deverão ser encaminhadas as contribuições. A fome tem pressa, não pode esperar.



Sobre a ONG de maio:


ColetivA MAÊ


Com o agravamento da pandemia e da crise e o crescente número de pessoas vivendo nas ruas, a ColetivA criou o "Quebrada sem Fome", onde elas trabalham com montagem de cestas básicas e no preparo e entrega de marmitas para pessoas em situação de rua ou extrema pobreza.


Nossa agenda foi assim:


Dia 08 de maio, sábado.


Os músicos Fernando Chuí e Guappo Sauerbeck apresentaram - em duo de violões, vozes e gaita - músicas de seus diversos trabalhos juntos, de temas de jazz e blues a canções de seus álbuns autorais.


Dia 14 de maio, sexta-feira.


Fernando Leão, professor e pesquisador da Universidade do Sul da Bahia, que estuda e pratica teatro e educação decolonial, nos brindou com uma aula sobre "Arte, Cultura e Dialogicidade de Paulo Freire".


Dia 21 de maio, sexta-feira.


Giuliano Tierno de Siqueira, artista, contador de histórias, educador, pesquisador e fundador de A Casa Tombada, nos contou "Histórias para acabar com o fim do mundo".


Dia 28 de maio, sexta-feira.


Flavia Prando, Pesquisadora em Ciências Sociais e Humanas no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc /SP. Artista que estuda e toca violão, ela nos maravilhou com o recital “O mundo do violão em São Paulo de 1880 a 1930”.


Se você perdeu, tudo bem! Fique a vontade para assistir a todos os encontros.

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